segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A fúria tem o seu reinado

Celular tocando. Estridente, alto, com alguma dessas músicas que ela gosta.
Zonza, pensando de onde vem o barulho... Acordou, finalmente. Pegou o aparelho e atendeu, sem sair da cama, nem abrir os olhos.

- Alô...sim, sou eu. Quem fala? … Hã, sei... Não, agora não dá... Você pode ligar mês que vem? … Semana que vem, entaõ! … Certo, entendi... Agora escute, entenda você... Não ligue mais, se ligar de novo, não faço o que teu patrão me pede e a culpa será toda sua! Diga a ele, que quando der...eu ligo.

Desligou na cara do pobre coitado. Será que somente Deus e eu sabemos o que essa garota apronta?

Olhou ao redor, estava no seu quarto. Foi ao banheiro e lavou o rosto, se olhou no espelho.
-Sempre você, maldito espelho... mostra tudo o que não quero ver!

O lábio está menos inchado e o corte fechou, o lado esquerdo do rosto ainda está um pouco vermelho. - Rá, melhor do que roxo... aquele imbecil me paga!

O ódio está tomando o meu lugar, ela lembra a noite passada. Uma vez falaram de uma balada na qual só entrava quem era convidado. Extremamente VIP. Extremamente discreta por fora, quase secreta. Quando o ruiva a convidou e passou um endereço, não acreditou.

- Que idiotice, pensa que tá num filme do 007?

Os dias e noites passaram. O episódio foi esquecido. Até aquela noite, no táxi. - Pronto moço, pare ali, na casa amarela. Desceu, olhou para o bigode inquisidor – Já volto, espere.

- Bê... Ow Bêêê! Anda logo! - Silêncio. - Beatriz! Beaaatriiiizz!

Aparece a loira na janela – Já vai, cacete! Porque você NUNCA usa a campainha, hein?

Chega! Vamos usar de praticidade. Acabou de passar o rímel, último retoque em sua maquiagem. - Quem diria que levei uns tapas? Ninguém!

Saiu. Resolveu ver como Beatriz estava. A última vez em que se viram, há cerca de oito horas, não estava em bom estado, porém estava inteira. Não deviam ter se separado na noite. - Merda, viu.

Apertou a campainha, dessa vez. Nada. Apertou de novo.

-Quem é?
-Sou eu, Bê...abre.

Demora. Barulhos dentro da casa e TRECK. A porta abriu. Heis que sai a consciência e a fúria toma o seu lugar.

Kate Perry

Beijos da
Diaba

13 comentários:

BrunoROx on 16 de fevereiro de 2010 01:50 disse...

Meeu! suas crônicas ganharam um fã =)
Nice blog!.

Diaba on 16 de fevereiro de 2010 20:22 disse...

lol eu tenho um fã
Thanks Bruno =*

guilhermepalma on 17 de fevereiro de 2010 11:18 disse...

essa kate penny é uma cantora nova né

Diaba on 17 de fevereiro de 2010 11:47 disse...

Ai meu deus, eu escrevi peNNy?? o.O
Ah ñ...escrevi certo kkk peRRy kkkkkkkk ufa q susto kkkkkkk
beijos Guiii lol

nøima on 18 de fevereiro de 2010 15:12 disse...

A fúria me surge quando o trampo me consome tempo a mais do que deveria...
eee laiá... vida de peão

Diaba on 18 de fevereiro de 2010 17:28 disse...

Noima asuhashsa vc é FUNCIONÁRIO PÚBLICO caraca kkkkkk ñ intindi u que ele falô kkk

Rafhaelbass on 18 de fevereiro de 2010 20:34 disse...

Tenso..... em certo momento fiquei viajando, isso merece um facepalm!!! ehuaaehuahhuahaehuae

Diaba on 19 de fevereiro de 2010 09:32 disse...

aushasuh FACEEEEE >O

marcos vinicius on 24 de fevereiro de 2010 08:36 disse...

uia, conto maneiro gostei :)

mano, a kate é muito gostosa, eu pegava fácil USHAUHSAUHSAU o coisinha lindja USHAU

Rafhaelbass on 24 de fevereiro de 2010 18:06 disse...

Existe uma mistura do seu cotidiano com outra coisa?

Diaba on 24 de fevereiro de 2010 21:00 disse...

Rafha, especifique kkkk

Rafhaelbass on 26 de fevereiro de 2010 21:31 disse...

O que vc escreve eh sobre sua vida, ficção, ou ambos?

Diaba on 27 de fevereiro de 2010 14:58 disse...

Ambos, esse é bom das crônicas, vc pega situações da sua vida, da vida dos outros, do que vc vê por aí, da sua cabeça, bate tudo com criatividade e pronto! Feito!

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*.* obrigada!

 

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