segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bukowski, se você não conhece, não merece meu respeito


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Charles Bukowski

Muitos já devem ter presenciado esta afirmativa vindo de minha pessoa.

Charles Bukowski é um de meus autores preferidos e seu estilo é muito diferente dos poemas e histórias românticas doces que lemos a vida inteira. 

Seus livros são como socos no estômago, desferidos pela dura e amarga realidade, obscenos e coloquiais.

Os personagens são inspirados por conhecidos e familiares, os protagonistas nos fazem pensar em que tipo de vida desregrada o autor teve e muitas das histórias de sua vida acabaram como narrativa.  Aliás, sempre deixou isso bem claro, distinção não era com o velho e dessa forma acabou perdendo muitas relações durante a vida,  não poupava ninguém de suas duras críticas.

Bukowski, misto frio, mulheres, pulp, escritor, boêmio, filho da puta também
Boêmio, fumante, beberrão, briguento e velho tarado são palavras amenas para descrevê-lo. O velho safado consegue te fazer sentir pena do ser mais escroto da história, mostra o lado humano e sensível dos canalhas, o amor (tanto o mais puro, quanto o mais imundo) que o bruto alimenta.

É e por isso que grudo nos livros deste cara e não largo antes de devorá-los. 

Este post não tem a menor intenção de explicar quem foi Bukowski ou contar sobre sua vida, só deu vontade de escrever sobre o cara e as coisas que li, por tanto, se gostar do estilo, compre um livro pocket do dirt old man e me agradeça mais tarde.

Também foram produzidos alguns filmes inspirados em suas obras, um deles é o Barfly, com Mickey Rourke  e Faye Dunaway interpretando um casal de bêbados (óbvio). No livro Hollywod, Bukowski fala sobre o período de criação e produção do filme, com suas impressões sobre o mesmo.

Ainda não li todas as publicações, por enquanto meu preferido é Misto Quente (Ham on Rye), a história do menino espinhento, que tem um pai duro feito rocha e que acaba sozinho após todos os porres e brigas todas as noites. 

Vai lá, compra um livro =D



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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um Filme Para Pina Bausch

Domingo. Tarde de garoa, vento no cabelo e dois capuccinos médios. 
E foi exatamente assim,  com a despretensão de um passeio, que cheguei ao cinema para ver uma das obras que, definitivamente, mais despertaram emoção em meu leigo coração.

O documentário feito pelo cineasta alemão, Wim Wenders, sobre a coreógrafa e dançarina alemã, Pina Bausch. 
Pina Bausch, dançarina, coreógrafa, documentário
Pina Bausch

O documentário começou a ser gravado em 2008 e o lançamento ocorreu apenas em 2011, Wenders aguardou o desenvolvimento da tecnologia 3D para finalizar sua obra. E posso afirmar convicta, nunca um filme empregou desta tecnologia de maneira tão adequada, e principalmente, de forma a realmente causar uma sensação. Por diversas vezes senti que tocaria os cabelos das dançarinas e era como se o palco estivesse logo ali.

Wenders conseguiu captar a emoção dos dançarinos que trabalharam com Pina, cada um deles se expressou com a arte pulsante que a alemã motivou, a dança, o olhar, o ato de se entregar completamente naquele momento. 

Fico na dúvida se falo da fotografia cheia de oscilações entre cenários claros, penumbra, concreto, areia, florestas, espaços fechados e tudo tão em sincronia com as músicas, com os depoimentos, as roupas, ou a falta delas. 

Todos meus sentidos foram preenchidos e até agora não os esgotei.

É impressionante notar como Pina abordava sentimentos tão básicos, amor, medo, solidão, alegria, e o que conseguia criar com tudo isso, colaborativamente, mas quase sem dizer nada aos bailarinos. 

Gostava de utilizar os elementos, água, terra, fazendo nos sentir tão ligados uns aos outros, como um enorme elo da natureza. Entrelaçava o masculino e o feminino na água, ou num monte de terra vermelha sem fim.

Pina possuia um olhar de bisturi, que cortava as pessoas ao meio até chegar no pedaço mais profundo e íntimo. Seu corpo gritava, sua boca soltava frases misteriosas, cheias de significados e seus bailarinos apenas seguiam procurando algo, sem saber exatamente o quê se procurava. 

Não, eu não conhecia o trabalho de Pina Bausch, um dos monstros da dança contemporânea. Essas afirmações são resultado apenas do que vi e senti ao assistir um documentário. Não posso dizer o quanto ele é bom, a palavra perdeu o sentido, veja você mesmo. 

Quer saber mais sobre Pina Bausch? Clique aqui. 

Quer saber mais sobre Wim Wenders? Clique aqui. 

Site oficial do documentário, aqui. 



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Wim Wenders

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sábado, 14 de abril de 2012

Afasta de mim esse cinza!

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Obra de Maurits C. Escher
E quando você não conhece a metade da própria missa?

Quando você tem total consciência de que o caminho a percorrer, dentro de sua mente, será sombrio e frio, com curvas de labirinto?

Resta um pouco coragem e esperança. Refúgio? Não tem. E mesmo se tivesse, esse não é o momento de se esconder da própria sombra. 
Afina, o pior mal, o pior medo, reside dentro da gente.  

Você o conhece, mas perde o fio da meada.

Onde está o fio de lã que poderia usar como guia neste labirinto? 
Penso que preferiu afoguear-se. Sumir em cinzas na primeira brisa, invés de estar entre meus dedos, me proporcionando alento. 

Outros traços vão me trazer à tona. 
Lembro de minhas tardes frias, ao pé da laranjeira, no quintal de minha casa. 
Lembro de músicas que me faziam sorrir, filmes que me faziam dormir e livros que me tiravam o sono. Pessoas que amei. E que me amaram de volta. 

Pessoas que amo, e que ainda me amam de volta. 

Meus sonhos, meus reflexos no espelho do banheiro, cantando um rock qualquer num inglês patético.
Tudo e todos, fragmentos de mim.

E como uma artesã, paciente e carinhosa, colarei cada pedacinho. 
Até que esses cacos voltem a significar uma palavra: Eu. 
E quando me reencontrar, nas curvas fechadas da minha alma, mesmo que mostrando cicatrizes, marcas de uma batalha interna, terei orgulho novamente. 

Feliz por ser capaz de reconhecer meu reflexo em qualquer olhar. 


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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A fúria tem seu reinado - Parte II

Quando uma fresta da porta se abriu e na penumbra surgiu o rosto macerado de Beatriz, eu não tive dúvidas. Joguei a consciência pela janela e tomei meu posto de Rainha. Invadi o coração de Isadora como um touro correndo pelas ruas da Espanha e dava pra enxergar o meu reflexo em seus olhos. Fúria vermelha e implacável. Mas vamos agir de forma calma.

-Me deixa entrar, Beatriz.

-Isa, não quero que me veja assim...

- Quem fez isso com você?

É engraçado como ela parece calma, principalmente quando está com desejos de arrancar as vísceras do primeiro pobre diabo que aparecer na sua frente.

-Não...eu te conheço, conheço esse olhar, Isadora! Foi a sua natureza que fez isso comigo!

Olhou para o chão, para a sandália aberta que usava e deixava as unhas esmaltadas a vista. Tão feminina. Ainda sentia o rosto arder, mas nada que pudesse ser comparado com o rosto da amiga. Quasimodo lifestyle. E a pobre não sabe de nada. Talvez a tenham apanhado por engano.

-Ok, vamos conversar e ver o que podemos fazer, com calma. Tá bom?

Sentadas no sofá, uma de frente para a outra, havia marcas em seu corpo.

-Não me olhe assim, eu estou bem. Não posso ir ao hospital, como vou explicar isso?

-A gente dá um jeito, vou com você e digo que foi atacada na rua. Isso acontece o tempo todo. Mas preciso saber, o que aconteceu depois que nos separamos.

Quando elas chegaram no bar, ficaram surpresas por não estar vazio. Quem diria que aquele portãozinho de ferro mal acabado esconderia um lugar tão interessante? Climinha dark, até parecia aquele pub do filme Rainha dos Condenados. Pessoas misteriosas, discretas, alternativas. Gostaram bastante e se acomodaram em uma mesinha ao canto. Isadora já havia percebido os olhares do garçom para um homem moreno, de cabelo enrolado escuro, impecável no terno azul marinho. Ficou levemente alarmada, mas com o passar dos copos e das risadas, relaxou.

-Lembra daquele cara de terno azul marinho? - Beatriz olhava para o chão.

A certa altura da noite estavam dançando e conversando com dois homens, era pra ser apenas uma noite de diversão sem compromissos. Mas o homem de terno se aproximou, muito sério. Os rapazes simplesmente debandaram. Elas conversaram com ele, beberam uma taça de vinho.

Relembrar. Odeio lembranças. Gosto dela por ser muito prática.

Algumas ligações depois e ela já estava dentro de um táxi. Ágil. Precipitada. Inteligente. Essa menina é tudo isso, mas exacerbo cada uma de suas características boas...e também as destrutivas. A fúria não é perfeita.

A única coisa à sua frente é uma porta. Tomou distância e desferiu um chute com toda a força. Em momento algum pensou nos corpos deixados no caminho. O foco era apenas um. Apenas ele.

Cena do filme Lady Snowblood


Bitches, i'm back!!
Será que eu perdi o jeito de fazer isso? O que vcs acham?
Você não tá entendendo nada dessa história ae? Então leia aqui e depois aqui.
Beijos da
Diaba





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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Supernatural (Sobrenatural)

Buenos Días almas perdidas

Adoro seriados, principalmente quando são sobre acontecimentos sobrenaturais e fantásticos.
Supernatural é desses, aqui no Brasil é veiculado pelo SBT (se não me engano) com o nome Sobrenatural, só não me pergunte o horário - sabe como o Silvio muda a grade, não é? - na Tv paga é veiculado pela Warner.

É a história de dois irmãos (lindos) caçadores de demônios (ui que medo, por que ainda não vieram me...caçar?), Dean e Sam Winchester. Tudo começou quando Mary Winchester, a mãe, foi morta por um dêmonio e o pai, John Winchester, começou a pesquisar o sobrenatural e caçar dêmonios, função essa que passou para seus dois filhos.

Sam é o cara calmo, inteligente (um pouco nerd, até), romantiquinho, o fofo da família. Dean é o oposto, adora aprontar com o irmão mais novo, faz piada quando não deve e definitivamente não é calmo, muito menos nerd, é um cara de ação e super sexy. Ambos são bem humorados, isso faz o seriado ter momentos engraçados. Em cada episódio há dêmonios, gênios, fantasmas e vampiros novos para enfrentar e novas pistas quanto ao que realmente aconteceu na história da família.


É uma história ótima sobre uma família "diferente", que em certos momentos tenta levar uma vida "normal", com direito a nomorar ou no minímo um pouco de sexo de vez em quando =], irmãos procurando um pai caçador, se protegendo e as vezes brigando, mostra o lado humano da fantasia.

Sei que sou suspeita pra falar, mas, recomendo. Baixem ou aluguem as 5 temporadas.

P.S: babem nas fotos *.*

*onde achei o link para baixar: Blog do Mau.

Beijos da
Diaba

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Zalgo - macabro!


Z̵̡̢̛̗̘̙̜̝̞̟̠͇̊̋̌̍̎̏̿̿̿̚alg̵̡̢̛̗̘̙̜̝̞̟̠͇̊̋̌̍̎̏̿̿̿̚o! O que é zalgo? Você irá perguntar.

Trazer a sensação de caos e desordem em textos, usando caractéres lixo ̵̡̢̛̗̘̙̜̝̞̟̠͇̊̋̌̍̎̏̿̿̿̚ ҉҉ e photoshopar imagens inocentes ou bonitinhas para trazer todo o horror que está oculto.

O que me despertou a curiosidade com relação a isso foi um post do Capinaremos, então, li um texto por aí.

Diz que é um fenômeno de internet confinado em alguns fóruns e imagens, é o caos que nos espera atrás das paredes, a pertubação e a sensação do horror.

Uiii que medo - ADOREI!
Eu já tinha visto alguma coisa sobre isso nessa net afora, mas havia esquecido completamente...

Pode-se encontrar algumas referências a Zalgo em alguns quadrinhos desde 2004. O que eu lembro de ter visto, há um tempão foi esse:

E o que traduz melhor toda essa personalidade de Zalgo, penso ser este:

Tradução mal feita com ajuda do Yahoo deste diálogo:

- Você viu aqueles tiros online de Warhammer? Mais do que o mundo de Warhammer. Online. Ofício.

- Você nunca jogou os jogos do tabletop, assim eu vou cortá-lo com alguma folga. Confie-me. Apenas gire ao redor, e vá embora.

- Mas estão rasgando totalmente o blizzard fora!

- Não diga uma outra maldita palavra. Até aqui, venho sido polido. Se você diz qualquer outra coisa - uma palavra- eu me matarei . E quando meu espírito encontrar seu destino, eu derrubarei o mestre desse lugar escuro. De meu trono preto, eu chicotearei junto uma máquina do osso e sangue, e abastecido por meu ódio para você este motor do medo furará um furo entre este mundo e o outro.

-Quando começar, você ouvirá o som das crianças que gritam - como se de uma grande distância. Uma esfera de fumo de nada crescerá acima de sua cama, e dela emergerá mil corvos esfomeados. Porque eu deslizo através do maw(?) de alargamento(?) em minha nova forma, você travará somente o relance de meu esplendor antes de ser incinerado. Então, córregos borbulhantes rasgarão abaixo de minha cara a cada passo. Meu trabalho escuro começará.

- Eu abrirei uma de minhas seis bocas, e cantarei a canção que termina a Terra.

Então, tiveram uma prévia do que será este horror? Esperem até os portões se abrirem...muahahaha

Olha, nessa conversa aí de cima, deu até medo!

Beijos da
Diaba

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Gabriel García Márquez - Cem Anos de Solidão


Gabriel García Márquez é jornalista e escritor, nascido no ano de 1928, em Aracataca, pequena cidade na Colômbia. Chegou a estudar Direito mas abandonou antes da graduação, para ser jornalista. Trabalhou em vários jornais, sendo correspondente internacional muitas vezes e morando em várias grandes cidades.

Publicou em 1967 o livro Cem Anos de Solidão, objeto desta resenha, cujo enredo tem clara inspiração em sua própria história familiar.


Quinze anos após ter escrito Cem Anos, em 1982, Gabriel foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, apesar disso, o autor não o considera sua maior obra, declara gostar muito de O Outono do Patriarca.


Está história fantástica, a saga dos Buendía, me tragou completamente deste mundo, me sentia uma habitante de Macondo, nascida e criada. O realismo fantástico dos acontecimentos que ocorrem na família vêm desde sua formação, Ursúla Iguarán casou-se com José Arcadio Buendía, seu primo, e tinha pavor de que seus filhos nascessem com rabo de porco. Este foi o início divertido do clã, no qual a matriarca, por puro medo, se recusava a ter relações sexuais com seu marido. E nesse início há também o motivo do “êxodo” dos Iguarán-Buendía e seus amigos, um assassinato e seu respectivo “fantasma” conversando com José Arcádio todas as noites. O local onde fundaram a cidade foi achado por acaso, na verdade por estarem perdidos, durante a viagem José Arcádio havia sonhado com uma cidade cujas construções tinham paredes de espelhos e chamava-se Macondo. José Arcadio, o fundador, fazia questão de que a igualdade estivesse presente na cidade, as casas eram idênticas e estavam à mesma distância da fonte de água.


Ursúla e José Arcadio têm três filhos, José Arcádio, Aureliano e Renata, posteriormente chega Rebeca, a menina que carregava os ossos dos pais em um saco, comia terra, nunca dormia e não tinha memória. Durante a saga familiar, que segue até a sétima geração, temos elementos inacreditáveis, a cidade inteira perde a memória, conhecemos Malquíades, o cigano viajante que morre e ressuscita várias vezes, um homem que é seguido por um cortejo de borboletas, Rebeca um dia sobe aos céus, uma mulher se encarcera por décadas, José Arcádio(pai) já morto e envelhecendo acorrentado ao carvalho e ainda um comboio carregado de mortos. Todos esses “causos” incríveis se desenrolam na história da família de forma que pensamos ser tudo mais do que natural.


Vemos a influência da vida familiar do autor, o avô de Gabriel, o Coronel Márquez, também o levou para conhecer o gelo, o avô também carregava o peso de uma morte, já sua avó Tranquilina Iguarán contava muitas histórias, nota-se o sobrenome Iguarán, o mesmo da personagem Ursúla.


Além das influências familiares, se percebe o forte apelo do estilo de vida latino-americano, na forma de agir dos personagens, pelos acontecimentos na cidade e pela longevidade de alguns personagens.


Há sempre a invocação de labirinto, há o labirinto do tempo, não linear, que vai e volta, das pessoas que morrem e voltam, dos personagens com suas lembranças. E há o labirinto de sangue, pois há ligações amorosas entre personagens que são parentes, dos filhos e netos com os mesmos nomes e até mesmo o fim de alguns personagens é parecido e por vezes trágico.


Tudo leva a uma espécie de ciclo, único da família.O tempo desta história não é linear, não segue uma introdução lógica ao leitor mas conforme se desenrola nos traga de tal forma que o entendemos.


Esse labirinto de sangue e de tempo que os envolve fica mais evidenciado nas escrituras da família, que predizia seu caminho e que foi decifrado pelo último Buendía vivo, no desfecho do livro.


Os personagens da família, quando apaixonados, sempre agem de forma impulsiva e a flor da pele. É como se fosse uma maldição da qual nenhum Buendía está livre. Todos os elementos de Cem Anos são complexos, personagens, tempo e espaço, influências... É difícil seguir um apenas. Todos são fascinantes.


Definitivamente é um livro do tipo que se lê e não esquece, se realmente absorveu sua essência, você sente que está fadado a amar intensamente e a ser solitário, sempre.


É como a personagem de uma peça de teatro, um monólogo, com texto e interpretação de Fernanda Young. Era uma mulher em seu apartamento confusa, irada, triste. Amava loucamente um homem casado e ficava relembrando vários momentos de felicidade e tristeza. Agia de uma forma que era como se fosse 2 um 1, a feliz que frequentava analista e a bêbada furiosa. Discorria sobre sua relação, sobre como se sentia e representava situações até engraçadas, tudo para matar o homem no final e se livrar desse peso do amor.


É como os Buendía , em seu tempo de elástico e seus familiares apaixonados e solitários. Tudo sempre profundamente, intensamente.




Beijos da
Diaba
Resenha entregue na faculdade, gosto tanto de Cem Anos de Solidão e do autor, Gabriel García Márquez, que achei bacana posta aqui =]

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